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Ibram abre edital para iniciativas de museologia social

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) abriu edital destinado à premiação de seis iniciativas de memória e museologia social desenvolvidas no Rio de Janeiro.

ibramO chamamento público em âmbito estadual busca apoiar ações da Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro com o aporte financeiro de R$ 180 mil, incluídas as despesas administrativas. Serão distribuídos seis prêmios no valor de R$ 30 mil.

Podem participar pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos com atuação comprovada na área cultural e social, com ações de memória e museologia social e/ou junto a museus comunitários, ecomuseus e afins nos últimos três anos.

As inscrições poderão ser feitas até as 23h30 do dia 12 de dezembro próximo (horário de Brasília) por meio do sistema SalicWeb. As iniciativas inscritas serão apreciadas por Comissão de Seleção, que avaliará se foi promovida a difusão e valorização da memória local de grupos, povos e comunidades representativos da diversidade cultural brasileira; e se a iniciativa contribuiu para gerar outras ações de memória e museologia social a partir de seus resultados.

Para acessar o conteúdo do edital clique neste link

Governo de São Paulo lança edital para fomento à longas-metragens

O Governo do Estado de São Paulo acaba de lançar o edital para o Programa de Fomento ao Cinema Paulista. O programa irá selecionar produções divididas em dois módulos: no primeiro, contemplará cinco filmes longas-metragens de ficção e animação, com prêmio de R$ 750 mil cada; mais dois projetos serão contemplados no segundo módulo, no gênero documentário, no valor de R$ 375 mil cada. As inscrições vão até 16 de dezembro.

fomentoaocinemapaulista-1d25f60c4e7e554123bb169669652a9cEste edital utilizará recursos das empresas estatais do Estado de São Paulo, via Lei Rouanet e Lei do Audiovisual. Caberá à Secretaria da Cultura do Estado a organização do processo seletivo para escolha dos projetos que receberão o patrocínio. “O Programa de Fomento ao Cinema Paulista é considerado o primeiro passo para os projetos de longa-metragem, pois aumenta suas chances de viabilizar mais recursos vindos de outras fontes como o Fundo Setorial do Audiovisual e co-produções internacionais”, afirma José Roberto Sadek, Secretário da Cultura do Estado de São Paulo.

O Programa de Fomento ao Cinema Paulista foi criado em 2003 e apoiou filmes como Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert, filme premiado no Festival de Sundance, que representou o Brasil na categoria “Melhor Filme Estrangeiro” no Oscar 2016; a animação O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, indicado à categoria “Melhor Animação” no Oscar 2016; o documentário Homem Comum, de Carlos Nader, vencedor do Festival É Tudo Verdade, em 2015, entre outros.

Para acessar o edital clique aqui: Link edital

Chegou a hora da indústria de games no Brasil?

Não é exagero dizer que, poucas décadas atrás, os games brasileiros passavam despercebidos por aí. A cena de jogos era (e ainda é, ok) dominada pelas grandes produções americanas e japonesas, e raramente um título em português escapava.

Com origens que remontam a 1980, essa indústria começou ainda na ditadura, quando o governo determinava a reserva do mercado de informática para empresas brasileiras. Para saber mais sobre os desafios e avanços dos games no Brasil, a SUPER conversou com experts no assunto.

Mercado em expansão

Os desenvolvedores de jogos no Brasil driblaram todo tipo de dificuldade. Mesmo com a proibição de importações na área,durante o período militar, os brasileiros davam um jeitinho.”Muitos falsificavam aparelhos e criavam programas do zero”, explica o jornalista especialista em games Pedro Zambarda de Araújo, que criou o site Drops de Jogos e também mantém o Geração Gamer, endereço dedidado aos jogos vindos de terras brasileiras.

A trancos e barrancos, o crescimento desse campo por aqui alcança de 9% a 15% anuais, desde 2009, segundo a ABRAGAMES, a maior associação de desenvolvedores do país.

Nesse ritmo, a tendência é que o Brasil chegue aos pesos-médio desse ramo em breve, só que, por enquanto, sem esbarrar nos gigantes como Estados Unidos e Japão.

Um dos pontos que servem para alavancar o Brasil, além das novidades nos projetos autorais, é o formato em que vêm os jogos e a quais plataformas são acessíveis.

Agora, se você quiser comprar uma produção nacional, não vai ficar refém do PC, já que aumentaram as chances de que ela esteja disponível para Xbox, por exemplo.

Incentivos

Para garantir um estímulo para essas produções com selo brasileiro, alguns mecanismos foram aprovados há pouco tempo.

Uma delas foi a Portaria aceita em em 2011, que inclui a produção de videogames nos incentivos oferecidos pela Lei de Incentivo à Cultura, ou Lei Rouanet.

Mas ela não foi suficiente para convencer todo mundo de que, sim, videogames têm tudo a ver com cultura. Tanto é que, em 2013, a então ministra da cultura, Marta Suplicy, fez uma declaração que gerou bastante repercussão:

“Eu não acho que jogos digitais sejam cultura”. Mesmo assim, graças a esse meio legal, foi lançado em março deste ano o primeiro jogo totalmente produzido com a ajuda da Lei Rouanet, o Toren.

Nele, a protagonista é uma garotinha aprisionada em uma torre que sobe até o céu. Ela tem uma maldição que a faz nascer e viver toda a sua vida a cada dia, repetidamente, e descobre que o único jeito de acabar com isso é chegar às alturas de vez.

Mesmo com a deixa oferecida pela Lei Rouanet e com um bom enredo, alcançar a verba suficiente para um projeto autoral foi difícil.

“Após conseguirmos o apoio, demoramos quase um ano tentando captar recursos. A lei pode ser uma boa alternativa para financiar jogos, mas é necessária uma ampla rede de contatos e muito trabalho para conseguir o apoio das empresas”, diz o designer Vitor Severo Leães, produtor da Swordtales, empresa que desenvolveu o Toren.

“A lei só dá isenções fiscais para empresas que financiem projetos selecionados. Ou seja, tudo depende de investimentos do setor privado.”

Como fica tudo na mão de quem tem a grana para investir nos games, o caminho para os desenvolvedores é vender o peixe e assegurar que os empresários saibam que esse também é um bom negócio.

Nos editais que oferecem oportunidades na área de cultura, também falta um espaço destinado especificamente aos games.

“O ideal seria uma lei própria para apoio aos produtos digitais, assim como temos com a Lei do Audiovisual para cinema e TV, porque esse é um mercado com características únicas e pouco conhecidas pelas empresas que fomentam a cultura”, opina Leães.

Fonte: Exame.com 24/06/2015 11:29